segunda-feira, novembro 19, 2007

A HISTÓRIA DA BÍBLIA EM PORTUGUÊS

Os mais antigos registros de tradução de trechos da Bíblia para o português datam do final do século XV. Porém, centenas de anos se passaram até que a primeira versão completa estivesse disponível em três volumes, em 1753. Trata-se da tradução de João Ferreira de Almeida.

A primeira impressão da Bíblia completa em português, em um único volume, aconteceu em Londres em 1819, também na versão de Almeida. Veja a seguir a cronologia das principais traduções da Bíblia completa publicadas na língua portuguesa.

:: 1753 - Tradução de João Ferreira de Almeida, em três volumes.
:: 1790 - Versão de Figueiredo, elaborada a partir da Vulgata pelo padre católico Antônio Pereira de Figueiredo. Foi publicada em sete volumes, depois de 18 anos de trabalho.
:: 1819 - Primeira impressão da Bíblia completa em português, em um único volume. Tradução de João Ferreira de Almeida.
:: 1898 - Revisão da versão de João Ferreira de Almeida, que recebeu o nome de Revista e Corrigida.
:: 1917 - Versão Brasileira. Elaborada a partir dos originais, foi produzida durante 15 anos por uma comissão de especialistas e sob a consultoria de alguns ilustres brasileiros. Entre eles: Rui Barbosa, José Veríssimo e Heráclito Graça.
:: 1932 - Versão de Matos Soares, elaborada em Portugal.
:: 1956 - Edição Revista e Atualizada, de João Ferreira de Almeida, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil.
:: 1957 - Bíblia Sagrada Ave-Maria, publicada pela Editora Ave Maria.
:: 1959 - Versão dos Monges Beneditinos. Elaborada a partir dos originais para o francês, na Bélgica, e traduzida do francês para o português.
:: 1968 - Versão dos Padres Capuchinhos. Elaborada em Portugal, a partir dos originais.
:: 1981 - Bíblia de Jerusalém, publicada pela Editora Paulus.
:: 1988 - Bíblia na Linguagem de Hoje. Elaborada no Brasil, pela Sociedade Bíblica do Brasil, a partir dos originais.
:: 1993 - Revista e Atualizada, 2ª edição, de João Ferreira de Almeida, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil.
:: 1995 - Revista e Corrigida, 2ª edição, de João Ferreira de Almeida, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil.
:: 2000 - Nova Tradução na Linguagem de Hoje, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil.
:: 2001 - Nova Versão Internacional, publicada pela Editora Vida e Sociedade Bíblica Internacional.
:: 2001 - Bíblia Sagrada, tradução oficial da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
:: 2002 - Bíblia do Peregrino, tradução de Luís Alonso Schökel, publicada pela Ed. Paulus.



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"Uma vida dedicada às coisas materiais é morta, um tronco cortado; uma vida moldada por Deus é uma árvore florescente." (Provérbios 11.28)
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TRADUÇÕES DA BÍBLIA


Dúvidas Freqüentes

A Sociedade Bíblica do Brasil procura atender os leitores e responder as dúvidas quanto à tradução da Bíblia, especialmente as traduções feitas e publicadas pela SBB. Não são respondidas perguntas que se refiram a práticas, costumes, doutrinas, denominações ou interpretações diferentes para o texto bíblico.

Foram selecionadas algumas das dúvidas mais freqüentes e relevantes em torno das Escrituras Sagradas. Se a sua dúvida não constar da relação abaixo, entre em contato conosco.

Qual a diferença entre a Bíblia católica e a evangélica?
O cânon (conjunto de livros da Bíblia) católico tem alguns livros que não constam no cânon evangélicos. São livros que os evangélicos chamam de apócrifos, e os católicos, de deuterocanônicos. No mais, as Bíblias católicas e as evangélicas são iguais. Os livros ou trechos deuterocanônicos do Antigo Testamento são: Tobias, Judite, Ester, 1 e 2Macabeus, Eclesiástico, Sabedoria, Baruque e alguns apêndices ao livro de Daniel.

Por que algumas palavras na edição Revista e Corrigida de Almeida estão em itálico?
No tempo em que João Ferreira de Almeida publicou sua tradução pela primeira vez, era costume dos tradutores indicar pelo tipo itálico (inclinado) toda e qualquer palavra que precisasse ser inserida na tradução para que esta tivesse sentido. Esse costume foi fielmente conservado em edições como a Almeida Revista e Corrigida, entre outras.

Por que alguns textos bíblicos aparecem entre colchetes?
Existem mais ou menos cinco mil manuscritos gregos do Novo Testamento, os quais nem sempre concordam entre si. Os textos entre colchetes aparecem em alguns manuscritos gregos, mas não se encontram nos melhores e mais antigos manuscritos gregos existentes. A Comissão de Tradução usou os melhores manuscritos, mas optou por colocar esses outros textos entre colchetes, visto que aparecem em várias outras traduções da Bíblia e não vão contra o que está escrito no restante das Escrituras.

O que significam os asteriscos diante de muitas palavras da Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje?
O asterisco remete o leitor ao Vocabulário, que se encontra ao final da Bíblia.

Qual a diferença da tradução formal e da tradução funcional?
A tradução formal é um tipo de tradução em que os aspectos da forma do texto-fonte são mais ou menos mecanicamente reproduzidos na linguagem do receptor. A maioria das traduções bíblicas é desse tipo.
A tradução funcional (ou equivalência dinâmica) "é aquela que tenta estimular no novo leitor na nova língua a mesma reação ao texto que o autor original desejou estimular nos seus primeiros e imediatos leitores" (Eugene Nida). Isso quer dizer que não se tenta traduzir cada palavra em hebraico ou em grego sempre pela mesma palavra em português. O que se fez na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) foi usar em português a palavra ou expressão que mais natural e fielmente represente o sentido da palavra ou expressão em hebraico ou em grego no contexto em que está sendo usada. Nesse caso o tradutor não procura seguir a ordem das palavras do original, nem se esforça por usar palavras que pertençam à mesma categoria gramatical.
A tradução literal é aquela em que se traduz o texto bíblico palavra por palavra. Encontra-se nas chamadas traduções interlineares, que são usadas pelas pessoas que estudam as línguas dos textos originais da Bíblia, o hebraico, o aramaico e o grego.
A paráfrase é uma tradução livre ou desenvolvida. Na paráfrase o escritor pode fazer alterações na mensagem, acrescentando ou tirando elementos do original. Na tradução requer-se que o texto seja fiel à mensagem do original.

Por que o nome de Deus é substituído por SENHOR em diversas traduções da Bíblia?
Em inúmeras traduções da Bíblia, optou-se por identificar o tetragrama YHVH como "SENHOR", seguindo o costume iniciado pela Septuaginta, a tradução do Antigo Testamento feita para o grego. Além disso, não há certeza quanto à transliteração do tetragrama ( Javé ou Jeová). As Bíblias publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil trazem, em seu prefácio, uma explicação de que a palavra "SENHOR", sempre que escrita toda em letras maiúsculas, se refere ao nome de Deus.

Como se explicam as diferenças existentes entre as edições Revista e Corrigida (RC) e Revista e Atualizada (RA) da tradução de Almeida?
Embora a tradução básica da Bíblia Sagrada para o português tenha sido feita por João Ferreira de Almeida, no século XVII, há algumas diferenças entre a RA e a RC. Isto se deve especialmente ao fato de Deus ter permitido que arqueólogos, historiadores e teólogos verificassem um imenso avanço no achado, recuperação e decifração de manuscritos bíblicos desde a época em que traduziu a Bíblia. A tradução de Almeida — feita a partir dos manuscritos que ele possuía em sua época — cristalizou-se na RC, adotada por inúmeras denominações evangélicas em países de fala portuguesa, destacando-se Portugal e Brasil. A Edição RA de Almeida surgiu — como consta no Prefácio da mesma — em 1959, após uma profunda revisão do texto em português à luz dos manuscritos melhor preservados que mencionamos anteriormente. A RA passou por uma segunda revisão em 1993, afinando ainda mais o texto bíblico aos textos originais em hebraico, aramaico e grego, pelo que é uma das mais amadas e adotadas traduções da Bíblia Sagrada no Brasil e no exterior.

Por que o texto de Romanos 8.1 é mais extenso na edição Revista e Corrigida de Almeida do que na edição Revista e Atualizada?
Seguindo os manuscritos mais antigos do Novo Testamento, a edição Revista e Atualizada (RA) traz um trecho mais curto do que o apresentado pela edição Revista e Corrigida (RC). A explicação disso é que as palavras "que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito" são somente uma adição que alguns copistas (homens encarregados de copiar a Bíblia na Idade Média) imprimiram ao verso 1 do capítulo 8 de Romanos, baseando-se, para tanto, em parte do verso 4 do mesmo capítulo. Não há contradição entre a RA e a RC, pois embora a RA omita algumas palavras em Romanos 8.1 (seguindo os melhores e mais antigos manuscritos ), o que a RC traz a mais é apenas uma cópia ou duplicação das palavras de Romanos 8.4.

Por que o texto de 1João 5.7-8 aparece entre colchetes na edição Revista e Atualizada de Almeida?
Na tradução mais antiga de Almeida (que corresponde à edição Revista e Corrigida - RC), as palavras "no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra" constavam do texto original grego utilizado pelo tradutor. Já na edição Revista e Atualizada (RA), confrontando-se a tradução de Almeida com os manuscritos encontrados (mais antigos e, portanto, mais próximos do tempo em que João escreveu sua primeira carta) e desde que as referidas palavras não contradizem nem ofendem a mensagem bíblica da salvação em Cristo Jesus, estas palavras foram colocadas entre colchetes. Com isto, a RA respeitou o trabalho valioso de João Ferreira de Almeida, sem, contudo, ter aberto mão da fidelidade ao melhor texto original grego a que se tem acesso nos dias atuais.
Conforme o renomado estudioso Dr. Bruce Metzger, todos os manuscritos gregos mais antigos do Novo Testamento (datados dos séculos II e III) omitem as palavras "no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra" em 1Jo 5.7-8. Estas palavras só começaram a aparecer em comentários e sermões sobre o texto de 1João no final do século IV e, muito posteriormente, em um manuscrito latino do século XIII. Segundo o Dr. Metzger, as palavras aqui em questão podem ter sido o comentário que um copista (pessoa encarregada de copiar a Bíblia na Idade Média) fez na margem do pergaminho em que trabalhava; um copista posterior, ao tomar o manuscrito mencionado como texto base para sua cópia, incorporou o comentário marginal do seu outro colega ao texto bíblico, erro que mais recentemente foi descoberto sem grandes dificuldades pela comparação dos manuscritos mais recentes com os mais antigos.

Por que a tradução do Salmo 116.15 na Nova Tradução na Linguagem de Hoje é tão diferente da tradução de Almeida?
É preciso olhar o contexto, que ajuda a determinar o sentido em que cada palavra é empregada. Não é possível traduzir certa palavra do original sempre pela mesma palavra em português. A palavra yaqar é um bom exemplo de como o contexto ajuda a determinar o sentido das palavras. O texto de Salmo 116.15 aparece assim na tradução de Almeida: "Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos." A NTLH traduz assim: "O SENHOR Deus sente pesar quando vê morrerem os que são fiéis a ele." O adjetivo yaqar é aplicado, por exemplo, a pedras preciosas, e no Salmo 36.7 é fácil entender-se o que o salmista diz: "Como é precioso o seu amor!" Mas no contexto do Salmo 116, fica esquisito pensar-se que o salmista esteja afirmando que a morte de um dos adoradores do SENHOR seja algo que alegre ou agrade a Deus. Isso porque no contexto próximo (versículos 3-4,8-9) o salmista declara ter sido libertado do perigo da morte e agora anda, agradecido, no mundo dos vivos. O que o salmista diz é que o SENHOR não fica alegre quando um dos seus fiéis morre; ele fica triste. E fica triste porque, quando um desses fiéis morre, como pensava o povo do Antigo Testamento, vai parar no mundo dos mortos, um buraco imenso e escuro, onde reina silêncio absoluto. É um adorador a menos para o SENHOR, porque, como diz o Salmo 6.5 (contexto remoto): "pois no mundo dos mortos não és lembrado, e lá ninguém pode te louvar." No Salmo 116, portanto, yaqar quer dizer "custoso". A morte de um dos fiéis é "custosa" para Deus. Algumas Bíblias traduzem esse versículo exatamente assim: "Custa ao Senhor ver morrer um dos seus fiéis."
A perspectiva do Novo Testamento sobre a morte é diferente. Mas o Antigo Testamento não pode ser traduzido pela ótica do Novo Testamento. Embora o Antigo Testamento faça parte do cânon da nossa Bíblia, deve ser traduzido como Escritura hebraica ou judaica. É preciso dar o sentido que a mensagem teve no tempo em que foi transmitida e como foi entendida pelos leitores daquele tempo. Isso inclui, naturalmente, preceitos éticos e conceitos teológicos considerados pré-cristãos.

Em João 2.1, por que a NTLH traz "dois dias depois", enquanto Almeida traz "ao terceiro dia"?
Em João 2.1, o texto grego diz: "No terceiro dia...", expressão de tempo que requer a correta interpretação. Em grego, "no terceiro dia" significa "depois de amanhã". Assim, digamos que isso tivesse sido escrito numa "quarta-feira". De acordo com o pensamento ocidental moderno, o "terceiro dia" seria o "sábado". No entanto, de acordo com o pensamento helênico, "o terceiro dia" em relação à quarta-feira seria a "sexta-feira", pois se contava o próprio dia em que se falava (a "quarta-feira") como o "primeiro dia".
Logo, o casamento de Caná ocorreu "dois dias depois" do chamado de Filipe e Natanael. A NTLH esclarece a expressão "no terceiro dia", simplificando-a para "dois dias depois", o que dá ao leitor a compreensão correta do que o escritor sacro disse em seu tempo.

Em Mateus 18.22, por que a NTLH traz "setenta e sete" e não "setenta vezes sete", como aparece em Almeida?
Como explica a Bíblia de Estudo Almeida (SBB, 1999), o texto original admite tanto "setenta vezes sete" como "setenta e sete" como traduções possíveis e corretas, embora os tradutores modernos tendam mais e mais a acompanhar a tradução de Mt 18.22 como está na NTLH. Do ponto de vista da exegese bíblica, tanto o resultado da multiplicação (490) quanto da soma (77) são bem superiores ao numeral 7. A expressão em questão ocorre duas vezes na Bíblia Sagrada, em Gn 4.24 e em Mt 18.22. Na passagem de Gn 4, "setenta vezes sete" ou "setenta e sete" tem a ver com a dimensão da vingança de Lameque, que seria muito mais intensa do que a vingança dos demais homens. Em Mt 18, paradoxalmente ao dito de Lameque, Jesus utilizou o numeral "setenta e sete" para mostrar o quanto os cristãos deveriam praticar mais a paciência e o perdão do que as demais pessoas.

Em Lucas 10.1, por que a NTLH traz "setenta e dois" e não "setenta", como aparece em Almeida?
Um dos problemas textuais mais difíceis do Novo Testamento refere-se ao número de pessoas que Jesus enviou nesta missão descrita a partir de Lc 10.1. Muitos bons manuscritos do Novo Testamento registram setenta, conforme temos nas Edições Revista e Corrigida (RC) e Revista e Atualizada (RA) da tradução de João Ferreira de Almeida. Mas também existem muitos outros manuscritos, igualmente antigos e bem conservados, que dizem setenta e dois (como na NTLH). Com as evidências que se tem à disposição, é impossível ter certeza acerca do que está correto, embora a maior parte dos estudiosos contemporâneos prefiram o texto tal qual se apresenta na NTLH, ou seja, setenta e dois. A Bíblia de Estudo Almeida acrescenta: "É uma possível alusão simbólica à evangelização do mundo pagão, já que tradicionalmente se falava de 70 (ou 72) nações no mundo (as nações enumeradas em Gn 10 são 70 no texto hebraico e 72 na versão grega, LXX)."


-- FONTE SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL

Os gênios falam de Deus

Os gênios falam de Deus

A ciência enfrenta um paradoxo parecido com o da fé. Por mais que avance, não consegue desvencilhar-se da idéia de Deus. O físico Leon Lederman, prêmio Nobel em 1988, é autor de um livro em que defende que a ciência deve estudar a "hipótese teológica". Segundo ele, no atual estágio do conhecimento, o grande desafio dos cientistas é a explicação do fenômeno divino. É uma área em que as mentes mais poderosas do século XX se enredaram. Albert Einstein, o criador da teoria da relatividade, que propôs formas inteiramente diferentes de pensar o tempo, o espaço e a gravitação, quase se rendeu a Deus com o conceito da "constante cósmica" – uma espécie de número mágico que ajudava a fechar suas equações. "Nós vemos um universo maravilhosamente ordenado, e nosso pensamento limitado não pode compreender a força misteriosa que move a constelação", dizia ele. Stephen Hawking, talvez o físico mais influente depois de Einstein, pensa parecido: "Ou encontramos explicações científicas para certos mistérios da criação do universo, ou teremos de aceitar que ele foi feito com o objetivo claro de abrigar a vida humana".


QUANDO A FÉ MATA

Quando a fé mata
Amy Hermanson
Ian Lundman morreu aos 11 anos. Amy Hermanson, aos 7. Matthew Swan foi vitimado pela meningite com apenas 1 ano e 4 meses. Essas crianças americanas tinham algo em comum: seus pais são seguidores de um culto conhecido como Ciência Cristã. Seus pastores recomendam aos fiéis que não procurem médicos para tratar doenças. Em vez disso, eles devem apenas rezar. A morte das três crianças provocou comoção e protestos nos Estados Unidos. O caso mais revoltante foi o de Amy Hermanson, de Sarasota, na Flórida, que foi vítima de diabetes. Manifestantes pediram a prisão dos pais por assassinato. Os Hermanson foram julgados, mas a Suprema Corte da Flórida inocentou-os em 1992, com base na lei que defende a liberdade religiosa. No próprio veredicto, o juiz assinalou que a lei deveria ser modificada, para que casos assim não voltassem a ocorrer. Até hoje, porém, a lei está de pé sem alterações.


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"Uma vida dedicada às coisas materiais é morta, um tronco cortado; uma vida moldada por Deus é uma árvore florescente." (Provérbios 11.28)
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quinta-feira, novembro 15, 2007

ENC: ::PavaZine# ano 1 n.º 26:: O verbo e a verba

 

 

De: Sérgio Pavarini [mailto:pavarini@mailmaster.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 14 de novembro de 2007 22:35
Para: neritowberth@bol.com.br
Assunto: ::PavaZine# ano 1 n.º 26:: O verbo e a verba

 

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Ano 1 - Nº 26

 

"Quem cultiva a sua terra tem comida com fartura" (Provérbios 28.19 - NTLH).

 

Trivela
"A única coisa da qual podem me acusar é de empobrecimento ilícito, se é que tal crime existe" (Marcelo Crivella, sobre a acusação de envio ilegal de dinheiro para o exterior. O senador disse que viveu mais de dez anos na África como missionário e que doou mais de R$ 10 milhões em direitos autorais para o Projeto Nordeste).

Manifestações psiquiátricas
"A tese da Economist que eu acompanho é a de que são as variedades mais virulentas de religião que estão prosperando e ganhando adeptos. O catolicismo, por exemplo, perde fiéis para grupos pentecostais que praticam o exorcismo e fazem com que o praticante receba ordens diretas de Deus, entre outras manifestações psiquiátricas" (trecho de O renascimento de Deus, texto de Hélio Schwartsman publicado na Folha Online).

O mundo (gospel) é um moinho
"Os moinhos dos pregadores da TV continuam a esmagar, e os pobres continuam a financiar os ricos, assim como se os templos e os palácios de Las Vegas tivessem sido construídos com o dinheiro daqueles que ganharam, e não daqueles que perderam" (Christopher Hitchens, no livro Deus não é grande).

O verbo e a verba
O verbo gastou saliva,
de tanto falar pro nada.
A verba era fria e calada,
mas ele sabia, lhe dava valor.

(trecho de Rosebud, composição de Lenine e Lula Queiroga).

Maravilhosa graça
"Os católicos têm as suas repetições, mas podem recorrer a elas em oculto, na privacidade das suas casas. Têm as suas imagens, mas não se rebaixam com a mesma facilidade ou as mesmas desculpas à ganância, que é idolatria. Têm os seus santos, mas preferem beijá-los do que sustentá-los com dinheiro" (trecho de Só os católicos sabem o que é a graça, texto de Paulo Brabo).

Marca de Cristo
"Os ricos precisam compreender que seu posicionamento é pecado diante de Deus; os indiferentes, que Deus está do lado dos pobres; e o mundo, que ser cristão se traduz na semelhança com Cristo, em ser simples, humilde e, sobretudo, cheio de amor" (Márcio Duran, no livro Teologia da simplicidade).

Revelações apostólicas
"O apóstolo Estevam teve uma das maiores revelações, que com certeza vai mudar a cultura do país como também principalmente a nossa maneira de enxergar as coisas não só no mundo espiritual, mas também no nosso modo de vida. A revelação desse principado 'kixapagua' trouxe um entendimento que devemos refletir muito a respeito" (trecho de pregação no "Jejum dos 7 Espíritos de Deus", campanha promovida pela Renascer em Cristo).

Não matarás
"O filme Tropa de elite é uma caricatura do curso e dos batalhões convencionais. Foi importante por discutir a relação hipócrita entre consumo de droga e financiamento da violência e mostrar que bandido é bandido. Mostra o lado ruim da PM, cruel e corrupto - que existe -, mas também o bom" (tenente-coronel Pinheiro Neto, o "Caveira 41" do Bope).

Bento Carneiro
"O 'vampiro' Vandeir mostrava aos seguidores a foto de uma mulher, que ele dizia ser sua 'parceira', chamada Rainha Atenas. Ela estaria grávida de um demônio, o anticristo. Segundo o delegado Dirceu Gravina, a grávida é evangélica" (trecho de reportagem sobre a prisão do líder da seita "Legião de Salvadores do Mundo". O cara é acusado de ter mordido o pescoço e chupado o sangue de 16 jovens no interior de São Paulo).

Antônio Callado
"O Waterloo ideológico entre Hugo Chávez e o rei Juan Carlos reviveu os dias gloriosos de Bolívar e entrará para a história da nossa América como o dia da verdade" (Fidel Castro, em texto publicado no Granma. O cala-boca em Chávez inspirou vários vídeos satirizando o falastrão venezuelano).

Fachada
"A Universal não é igreja, porque não preenche os padrões bíblicos de Igreja. É seita porque se enquadra em qualquer parâmetro que explique o que é uma seita. Mas, não é só a IURD: muitos movimentos recentes apareceram como se fossem expressões do pentecostalismo ou dos carismáticos e não passam de movimentos tomados por espíritos enganadores" (João).

Paredão
"Em todos os testemunhos veiculados nas campanhas da Universal não se dá ênfase à transformação de vida através da conversão e, sim, à igreja: 'depois que conheci a Universal, tudo mudou em minha vida'. Não seria Deus o transformador de vidas? E mais: nenhuma igreja evangélica põe Deus contra a parede na hora da oração, como a Universal faz" (Josenildo).

Reticências
"Não bebo, não fumo, mas adoro aqueles três pontinhos. Meu único vício são aqueles três pontinhos maravilhosos" (Elza Soares, cantora, em entrevista à revista Joyce Pascowitch).

Beijinho doce
"A linguagem é romanceada, tem um toque doce e de amor sobre tudo que rege as leis da liderança, apesar de sabermos que é árduo e difícil o exercício do crescimento pessoal - tanto para o líder como para os liderados" (trecho de resenha do livro As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança, de John Maxwell, publicada na revista Você S/A).

Tiro ao álvaro
"Família é a chatice, é o compromisso, mas é tudo que busco na vida" (Bebel Gilberto, em entrevista à Bravo).

Pra pensar
"Família é como varíola: a gente tem quando criança e fica marcado para o resto da vida" (Jean-Paul Sartre, filósofo francês).


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Li e recomendo

"Palavras funcionam mais como paredes do que como portões, mais como modo de manter distância do que de aproximar."

As pressões cotidianas progressivamente nos tornam surdos e insensíveis à suavidade da voz divina. Em Tudo se fez novo (Palavra), Henri Nouwen usa a expressão "não se preocupem" como mote para nos alertar sobre o caráter destrutivo de uma vida guiada pelas circunstâncias.

Estribado em uma trajetória caracterizada por generosa doação, o escritor discorre sobre as disciplinas da solitude e da comunhão, afirmando que "quando é o Espírito de Deus e não o medo que nos une, nenhuma distância de lugar ou tempo pode nos separar". Tudo o que cala fala mais alto ao coração. :)

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Orkutosco
"Você odeia quando está ouvindo rádio e de repente surge do inferno aqueles gritos de agonia dos pastores de rádio crente que em segundos se apossam de todas as estações de rádio? Você achou a comunidade que estava procurando! Sinta-se livre para detestá-los aqui."

descrição da comunidade Eu odeio rádio crente, grupo que reúne mais de 1.000 internautas no Orkut.

Quiz
Em 2008, a principal obra escrita pelo filósofo e jornalista britânico G. K. Chesterton completa 100 anos. Clique aqui se você sabe o nome dela. Quem responder corretamente vai concorrer a seis exemplares de Uma ortodoxia generosa, de Brian McLaren.

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Editor: Sérgio Pavarini

Design: Douglas Lucas

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Colaboraram nesta edição: Henderson Moret e Rodney Eloy.

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