segunda-feira, novembro 19, 2007

Os gênios falam de Deus

Os gênios falam de Deus

A ciência enfrenta um paradoxo parecido com o da fé. Por mais que avance, não consegue desvencilhar-se da idéia de Deus. O físico Leon Lederman, prêmio Nobel em 1988, é autor de um livro em que defende que a ciência deve estudar a "hipótese teológica". Segundo ele, no atual estágio do conhecimento, o grande desafio dos cientistas é a explicação do fenômeno divino. É uma área em que as mentes mais poderosas do século XX se enredaram. Albert Einstein, o criador da teoria da relatividade, que propôs formas inteiramente diferentes de pensar o tempo, o espaço e a gravitação, quase se rendeu a Deus com o conceito da "constante cósmica" – uma espécie de número mágico que ajudava a fechar suas equações. "Nós vemos um universo maravilhosamente ordenado, e nosso pensamento limitado não pode compreender a força misteriosa que move a constelação", dizia ele. Stephen Hawking, talvez o físico mais influente depois de Einstein, pensa parecido: "Ou encontramos explicações científicas para certos mistérios da criação do universo, ou teremos de aceitar que ele foi feito com o objetivo claro de abrigar a vida humana".


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