quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Autoridades uzbeques admitem ter prendido pastor


UZBEQUISTÃO (11º) - Nessa semana, as autoridades religiosas do Uzbequistão admitiram publicamente pela primeira vez que prenderam um pastor uzbeque no mês passado, na cidade de Andijan. Ele está sendo processado por acusações criminosas.

“Dmitry Shestakov, que se afirma pastor e dirige uma organização religiosa ilegal que opera na região de Andijan, foi preso”, informou a agência de notícias do Comitê de Assuntos Religiosos no dia 12 de fevereiro.

A agência de notícias negou que Dmitry fosse um pastor evangélico ligado à Igreja do Evangelho Pleno, uma denominação registrada. Ela afirmou que Dmitry não era líder de nenhuma organização religiosa registrada no Uzbequistão. Em vez disso, essa agência do governo disse que o pastor era um “impostor”, dirigindo um grupo clandestino chamado de “pentecostais carismáticos” engajados em “atividades missionárias e evangelísticas sob a liderança de Dmitry”.

Mas, um documento da igreja apresentado pelo advogado de Dmitry no dia 12 de fevereiro prova que o pastor tinha autorização para conduzir cultos na Igreja do Evangelho Pleno desde 5 de outubro de 2004.

Dmitry, de 37 anos, foi preso em um ataque à sua congregação em Andijan durante um culto em 21 de janeiro. Ele não pôde se comunicar pelas duas semanas seguintes, nem com seu advogado, sua famílias ou com os membros de sua igreja (leia sobre sua prisão aqui).

Uma acusação formal foi feita pela promotoria de Andijan em 30 de janeiro. Nela, o pastor foi acusado de operar uma organização religiosa ilegal, de incitar ódio religioso e de distribuir material que promove extremismo religioso. Se for condenado por essas acusações, ele pode ser sentenciado a até 10 anos de prisão por cada crime.

A denúncia contra Dmitry e os outros chamados de “pentecostais carismáticos” foi apresentada por um investigador da promotoria de Andijan. Ela associa a igreja a grupos extremistas islâmicos como Hizb ut-Takhrir, Akramia e Tovba.

A incriminação identificou o grupo de Dmitry e esses grupos islâmicos como “organizações religiosas-políticas extremistas que, sob o pretexto de se dirigir às necessidades religiosas, aspiram tomar o poder”. Ela também acusou todos os grupos religiosos de causar divisões, o que faz deles uma “ameaça à segurança nacional”.

Foi apenas em 3 de fevereiro que Dmitry pôde ler as acusações feitas contra ele. As autoridades regionais se recusaram a confirmar uma data para o seu julgamento.

Em 6 de fevereiro, elas também tentaram impor ao pastor um advogado apontado pelo Estado. Mas, no mesmo dia, o próprio advogado de Dmitry chegou para tomar o caso na promotoria, assim que os guardas da prisão escoltavam o pastor para dentro do prédio.

“Foi uma resposta às nossas orações”, disse um membro da congregação. “Toda nossa igreja jejuava e orava para que o advogado dele chegasse”. Pessoas que puderam levar a Dmitry alimentos e outros itens de necessidade na semana passada relataram que ele parecia estar confiante, apesar de alguns problemas de saúde. Segundo a agência de notícias Forum 18, ele está preso em uma solitária.

Reação à conversão de uzbeques

Segundo um relato do jornal russo Pravda, feito em 14 de fevereiro, Dmitry está sendo acusado de “converter muçulmanos ao cristianismo”.

Ele já havia sido vítima de opressão por parte da promotoria de Andijan em junho de 2006, quando a polícia secreta invadiu sua casa e sua igreja, detendo-o temporariamente e confiscando fitas de áudio, vídeo e livros.

Essa medida pareceu ser uma reação à conversão de uzbeques ao cristianismo através do ministério de Dmitry. Sua congregação de 100 membros em Andijan realiza cultos no idioma russo e uzbeque. Nesses cultos, segundo sua esposa Marina, famílias inteiras se tornaram cristãs, pessoas foram curadas de epilepsia e diversos grupos domésticos foram formados.

Para evitar ser preso, Dmitry fugiu de Andijan no inverno passado, acompanhado de sua esposa e seus três filhos, depois de saber que haviam feito sérias acusações contra ele (saiba mais aqui). Depois de alguns meses ele voltou, e no fim de novembro ele retomou abertamente suas atividades na igreja.


“Achávamos que as coisas haviam se acalmado”, sua esposa disse. “Se eles queriam achar Dmitry, era fácil. Mas não aconteceu nada. Organizamos reuniões no Natal, e fizemos um grande culto com orações na véspera de Ano Novo. Então achamos que não havia problema, e que ele não era mais procurado.”

Mas, depois de duas horas preso, Dmitry soube que ele ainda estava na lista dos “procurados”. A polícia lhe leu uma ordem de prisão que havia sido emitida contra ele no fim de junho, declarando: “Agora achamos você, e agora estamos prendendo você”.

"‘Evangelismo ilegal"

A declaração do governo, emitida há três dias, descreveu o pastor como um “ex-viciado em drogas” envolvido em “evangelismo ilegal”.

“Ele era mesmo um viciado em drogas”, Marina reconheceu. “Ele ficou na prisão diversas vezes, e era um homem terrível e horroroso.”

Mas isso foi antes do “dia da salvação de Dmitry”, ela acentuou. Desde aquele dia, há mais de 15 anos, ela disse que a vida de seu marido tem sido transformada por sua fé em Cristo.

“Em toda a nossa vida cristã Deus tem nos guiado. Acreditamos que Deus tem um plano para nós.” Mas, Marina admitiu que ela teve muito medo nos primeiros três dias da prisão de seu marido, enquanto ela tentava acalmar seus filhos - e ela própria.

“Senti medo, não por mim nem pelas crianças, mas pelo meu marido. Talvez eles tivessem começado a torturá-lo, a agredi-lo, a usar a máscara de gás nele. Sabemos de muitas histórias em que as pessoas desaparecem para sempre. A polícia no Uzbequistão pode inventar muitas acusações contra você, ou criar indícios de que você esteja envolvido com drogas.”

Mas, segundo ela, na semana depois de sua prisão a igreja se mobilizou. “As pessoas me encorajavam todos os dias. Alguns me deram dinheiro ou comida. Eles me sustentaram.”

Embora ela tenha implorado ao chefe da promotoria para poder ver seu marido, ele lhe falou: “Dmitry era procurado, então o procuramos e o pegamos. Ele é um criminoso perigoso. Proibimos você de visitá-lo”.

As autoridades uzbeques têm reprimido todas as atividades religiosas em Andijan desde a rebelião em maio de 2005, na qual centenas de manifestantes foram mortos pelas tropas do governo.

Depois que o Departamento de Estado dos EUA colocou o Uzbequistão em sua “lista negra” de liberdade religiosa em novembro passado, designando-o como um País de Preocupação Específica, o Ministério uzbeque de Relações Exteriores declarou estar “perplexo” com tal classificação “sem fundamento”.

O ministro afirmou que “nos últimos anos, não foi observado nenhum único fato de concorrência inter-religiosa, ou de situações de conflito entre religiões ou entre religiões e o governo”.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

QUEM LIDERA SUA VIDA?

Quarta-feira 14 de Fevereiro

E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor (Mateus 9:36).

QUEM LIDERA SUA VIDA?

Um rebanho de ovelhas sem um pastor está em uma situação precária. Como encontrará o caminho para o pasto? Na Palestina dos dias de Jesus, o rebanho de ovelhas estava também exposto aos ataques de animais selvagens.

É exatamente assim que Jesus vê as pessoas hoje. Elas vagueiam a esmo, sem nenhuma proteção nem senso de direção. O que Ele realmente quer dizer é: o verdadeiro problema delas é que falham em encontrar o caminho até Deus. Há milhares de líderes esperando para guiá-las, mas não para o pasto. Por isso não recebem o alimento que necessitam para sua alma e, consequentemente, não podem enfrentar a vida com alegria. Isso também causa todas as terríveis feridas que surgem das más influências a que estão expostas.

O que deve ser feito? Venha a Jesus Cristo, o Senhor. Como? Conte a Ele toda a sua necessidade interior e os seus problemas por meio de uma oração sincera. Fale sem reservas com o Senhor Jesus, sem se justificar ou esconder nada. O que Ele irá fazer? Ele ouve cada oração. E nos mostra que Ele, o Bom Pastor, derramou Sua vida na cruz pelas ovelhas. Jesus morreu por todos os que se aproximam dEle e se juntam ao Seu rebanho. Se você realmente crê nisso, Ele tomará a liderança de sua vida. Irá em nossa frente como um pastor, e poderemos segui-Lo. Com Ele, acharemos os “pastos verdejantes” e as “águas de descanso” que nos alimentam e refrescam e seremos guardados de todos os perigos.
Quem vem ao Bom Pastor está seguro nesta vida e em toda a eternidade.

Extraído do Devocional Boa Semente 2007.

Enviado por Carlos Garcia

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

GEORGE MÜLLER - AGINDO POR FÉ EVIDENTE

Extraido da Página: http://www.conai.org.br/

George Müller, nascido na Alemanha em 1805, tornou-se um cristão aos 20 anos de idade, após anos de turbulenta e rebelde adolescência. Ele tinha interesse em alcançar judeus e viajou a Londres para juntar-se à Sociedade Judaica de Missões. Lá ouviu sobre um rico dentista chamado Anthony Norris Groves que havia abandonado seu ofício para ir à Pérsia como missionário, dependendo de Deus para atender as suas necessidades.

Durante um breve descanso em 1829, no ocidente da Inglaterra, Müller encontrou e iniciou uma amizade para a vida toda com Henry Craik, que tinha sido tutor de Groves. Müller e Craik foram usados por Deus para fundar instituições, igrejas e associações que causaram impacto a centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo.

No ocidente da Inglaterra, Müller também encontrou-se casou-se com Mary Groves, uma irmã de A. N. Groves. Nessa ocasião, George havia abraçado totalmente os princípios da igreja seguidos pelos primeiros Irmãos. Ele foi além da maioria deles em sua política quanto ao dinheiro. Por exemplo: ele não aceitava ofertas quando saia para pregar, temendo dar a impressão que pregava por dinheiro. Quando ele rejeitava as ofertas, as pessoas algumas vezes queriam pô-las a força dentro do seu bolso, então ele fugia. Um homem "lutou" com Müller até que ele aceitasse o dinheiro que o mesmo queria lhe dar!

Durante seus primeiros anos, Müller começou a desenvolver convicções sobre oração e fé, que proporcionaram a base para poderosas demonstrações da provisão de Deus. Além de pedir a Deus por comida e fundos pessoais, ele freqüentemente orava com crentes enfermos até ficarem curados. Um biógrafo observa que “quase sempre suas orações eram respondidas, mas em algumas ocasiões não eram”. Nesses casos, Müller continuava orando sobre estes assuntos ou pessoas, por anos.

GRANDES SONHOS, GRANDES RESULTADOS

Além de trabalhar com Henry Graik na capela Bethesda, uma moderna igreja situada no coração de Bristol, Müller começou a sentir preocupação pelas massas de crianças órfãs, abandonadas, que estavam em toda parte, na Inglaterra do século 19. Em 1834, com Craik, ele fundou a "Scriptural Knowledge Institution for Home and Abroad" - SKI (“Instituição do Conhecimento Bíblico para a Pátria e Estrangeiro”), que continua até hoje. Seus objetivos eram: 1) estabelecer Escolas diárias, Escolas dominicais e Escolas para adultos onde as Escrituras fossem ensinadas; 2) distribuir Bíblias; 3) ajudar o serviço missionário.

Durante a vida de Muller, o SKI proporcionou educação para muitos milhares de crianças e adultos, que de outro modo não poderiam ter ido à escola. Distribuiu milhares de Novos Testamentos, Bíblias e folhetos evangelísticos a preços reduzidos, em muitas línguas. Enviou o equivalente moderno de muitos milhões de dólares para missionários nacionais e estrangeiros. Durante um período de dois anos, Müller quase sustentou sozinho Hudson Taylor e 30 de seus colegas missionários na China.

CUIDADO COM CRIANÇAS

As maiores obras pelas quais Müller é lembrado – e deve ser guardado na memória que ele foi também um líder de igreja por excelência – são os orfanatos. Nestes, e em todo o seu trabalho, Mary Groves Müller manteve-se firme ao seu lado.

Milhares de pais morreram na epidemia de cólera de 1834. Os poucos medicamentos e conhecimentos médicos precários, condições sociais ruins e leis trabalhistas infames multiplicavam os órfãos. Essas crianças infelizes tentavam sobreviver nas ruas, ou eram obrigadas a submeter-se às péssimas condições das oficinas de trabalho. Charles Dickens disse que os órfãos eram "desprezados por todos e ninguém se compadecia deles". As casas para órfãos do Estado eram poucas e quase não existiam as particulares. Todas elas serviam apenas às crianças das famílias de classes mais altas. Pobreza, crime e prostituição aguardavam o resto.

Muitos fatores convergentes levaram Müller a começar um orfanato: 1) ele estava genuinamente preocupado com os órfãos de Bristol; 2) ele estava cansado de ouvir homens de negócios e operários dizerem que a necessidade financeira e a competição os proibiam de colocar Deus e Seus assuntos em primeiro lugar em suas vidas; 3) ele queria provar que Deus responde às orações e colocar "diante do mundo uma prova de que Deus de modo nenhum mudou. Isto me parecia feito melhor pelo estabelecimento de um orfanato. Devia ser algo que pudesse ser visto ainda que pelos olhos naturais".

Em 1835, Müller colocou o seu plano diante da igreja de Bethesda. Imediatamente a congregação se uniu para sustentar o empreendimento. Móveis, utensílios, roupas e fundos chegaram. Dali em diante, Bethesda e seu círculo crescente de igrejas permaneceram inteiramente com Müller no cuidado dos órfãos. No começo, eles costumavam alugar casas para as crianças. Muitos crentes de Bethesda trabalhavam por tempo parcial ou integral nos orfanatos. Conheciam os detalhes particulares e as necessidades diárias ligadas a um tão grande projeto.

Eles também compreendiam a convicção de Müller em não solicitar fundos – ele queria provar que Deus responderia às orações dos crentes. Müller escreveu: "eu não digo que estaria agindo contra os preceitos do Senhor se procurasse ajuda em Sua obra através de pedido pessoal e individual [apelos] aos crentes, mas eu faço assim para o benefício da igreja em geral". Ele era totalmente contrário, todavia, à possibilidade de que algum cristão fizesse apelos financeiros aos descrentes.

DESENVOLVIMENTO DO ORFANATO

Em 1836, Müller abriu a primeira casa, quando ainda não tinha 30 anos de idade. A comida para os órfãos chegava muitas vezes minutos antes da hora de ser servida, embora as crianças nunca soubessem disso. Mais e mais crianças suplicavam a Müller para recebê-las e ele alugava mais casas. Mas essas logo abarrotavam, por isso, em oração e conversa com os cristãos de Bristol, ele decidiu construir um grande e moderno edifício para os órfãos. Este projeto começou em 1845, exatamente quando a tempestade da divisão entre os Irmãos estava se formando em Plymouth. Em 1848, mesmo enquanto Darby estava atacando Müller, o primeiro dos imensos orfanatos estava quase completo. E enquanto a carta de Darby excomungando toda assembléia de Bethesda estava circulando pela Inglaterra e ao redor do mundo, o telhado foi estendido. Enquanto a divisão progredia e os antigos amigos se voltavam contra ele, Müller continuava esperando em Deus por fundos e provisões.

Em 1870, depois de profundas e repetidas provas de fé, a última das cinco magníficas casas de pedra, para 2.000 órfãos, foi levantada exatamente fora de Bristol, em Ashley Down. Müller maravilhou-se com o que Deus tinha feito naqueles 34 anos, em resposta à fé e à oração. Além de providenciar comida e roupas para muitos milhares de órfãos, ele tinha a responsabilidade de levantar o "ordenado" mensal [salário] para mais de 100 empregados.

As garotas órfãs eram treinadas como empregadas e costureiras, enquanto os rapazes aprendiam vários ofícios. A cada órfão era assegurado um emprego antes de deixar as casas, ou Müller pagava o salário de aprendiz deles ao patrão que os ensinaria uma profissão. Cada órfão saía com um jogo completo de roupas.

Um homem que vivia próximo dos orfanatos disse que "sempre que ele sentia dúvidas sobre o Deus Vivo, vindo a sua mente, ele se levantava e olhava através da noite para as muitas janelas acesas em Ashley Down, brilhando na escuridão como estrelas no céu". Havia um imposto sobre janelas grandes quando Müller construiu os orfanatos, mas ele disse: "nós confiaremos em Deus para o dinheiro do imposto – deixem as crianças ter luz e ar!"

Pessoas por todo o oeste da Inglaterra e ao redor do mundo ficavam sabendo sobre os orfanatos. Também reconheciam o poder e a provisão de Deus que, se tornavam acessíveis em resposta às orações fiéis de Müller e seus amigos.

Tarde na vida, Müller, que falava sete línguas, viajou para 42 países em "viagens missionárias" e pregou o Evangelho para multidões de milhares. Seu alvo nessas viagens era, de acordo com o propósito de A. N. Groves, e dos Irmãos do início, quebrar as barreiras denominacionais e promover o amor fraternal entre os verdadeiros cristãos. Em três ocasiões visitou os Estados Unidos e Canadá, pregando centenas de vezes e, em quase todas, pessoas vieram a Cristo.

Em 1878, Müller foi convidado para ir à Casa Branca, a fim de falar sobre os orfanatos ao presidente Rutherford B. Hayes. Provavelmente não contou ao presidente Hayes que foi enquanto J. N. Darby estava tentando virar pessoas contra ele que Deus proveu os fundos para as grandes casas de órfãos.

MÜLLER E O DINHEIRO

Müller criou um regulamento fixo em que nem ele nem seus auxiliares jamais deveriam pedir a qualquer indivíduo qualquer coisa em particular, para "que a mão do Senhor pudesse ser claramente vista". Mas ele pedia ao Senhor que movesse pessoas para ofertar. Uma vez, quando um homem fez um grande donativo, Muller, muito satisfeito, visitou-o para agradecer; então mostrou ao homem a anotação em seu diário quando, meses antes, começou a rogar a Deus que aquele homem pudesse dar aquela quantia específica!

O historiador Roy Coad observa, todavia, que "a lenda popular" tem escondido um tanto da natureza prática de Müller. "A lenda enfatiza um lado da moeda: a intensidade da confiança de Müller. Muitas vezes o outro lado tem sido esquecido – que os fundos para suprir a necessidade vieram de homens e mulheres que eram co-participantes com Müller de sua fé em Deus”.

Müller havia atraído a igreja de Bethesda para dentro dos seus planos do orfanato desde o início. Ele usava vários sistemas de relatórios para mantê-la informada, e os outros também, do que acontecia:

1) Todo mês de dezembro, por três noites, Müller presidia reuniões públicas para informar as igrejas de Bristol e o público a respeito do ano que se havia passado.

2) Todos os anos, ele escrevia e publicava um "Relatório Anual" com detalhes financeiros e notas sobre eventos importantes do ano se havia passado e alguma idéia do que esperava dos anos vindouros. Estes eram dados ou vendidos a pessoas interessadas e circulavam ao redor do mundo.

3) Em 1837, Müller soltou a primeira edição de A Narrative of Some of the Lord’s Dealings with George Müller (Uma Narrativa de alguns dos procedimentos do Senhor para com George Müller), um livro consideravelmente grande, de seleções de seu diário que graficamente descrevia como o Senhor repetidamente providenciava ajuda para os órfãos através de diferentes pessoas. Esta narrativa era regularmente atualizada e aparecia em intervalos de cinco anos, até tornar-se uma coleção de quatro volumes. Muitas pessoas enviavam donativos anexos a suas cartas nas quais diziam a Müller que sabiam de sua necessidade pela leitura dos “Relatórios Anuais da Narrativa”.

4) Depois que Müller contou aos amigos seu plano de construir as grandes casas para órfãos, em Ashey Down, eles espalharam a notícia através da Inglaterra. Müller notou isso. Mas não parecia preocupado com o fato de que muitos milhares de pessoas soubessem do que ele estava pedindo a Deus para fazer. Ele acreditava que qualquer que fosse o meio, é Deus quem motiva as pessoas para ofertar. (De 1882 em diante, o rendimento de Müller diminuiu e ele teve que reduzir muito a SKI e os programas do orfanato. Durante o mesmo período, todavia, o governo Inglês começou a providenciar um melhor cuidado para os órfãos).

Uma vez, Charles Dickens apareceu em Ashley Down para "investigar" o que Müller estava fazendo a estes órfãos. Müller deu as chaves para Dickens e mandou um assistente mostrar-lhe qualquer coisa que quisesse ver. Depois da investigação, Dickens disse a Müller que acreditava que os órfãos estavam sendo muito bem cuidados.

SUA IDA AO LAR

George Müller morreu na manhã de 10 de março de 1898, aos 92 anos. Ele participou ativamente, enquanto viveu, em Bethesda e nos orfanatos até o dia anterior da sua morte. Milhares de pessoas lotavam as ruas para ver o cortejo funeral do imigrante alemão que, segundo o jornal The Bristol Mercury, foi "a maior personalidade que Bristol conheceu como cidadão nesta geração". Sete mil pessoas lotaram o cemitério para ver o sepultamento.

O Bristol Evening News escreveu que "na era do agnosticismo e materialismo, ele pôs em prática teorias sobre as quais muitos homens estavam contentes em sustentar uma controvérsia inútil".

O Liverpool Mercury maravilhou-se por causa da provisão para milhares de crianças e perguntou como isto aconteceu. "Müller disse ao mundo que foi o resultado de Oração. O racionalismo de hoje zombará desta declaração. Mas os fatos permanecem, e permanecem para serem explicados. Não seria científico desdenhar das ocorrências históricas quando elas são difíceis de esclarecer. E seria necessário muito truque para fazer os orfanatos em Ashley Down sumir da vista".

De sua parte, Müller já havia escrito: "eu sei que belo, gracioso e generoso ser Deus é pela revelação que Ele se agradou em fazer de Si mesmo na Sua santa Palavra. Eu acredito nesta revelação. Também sei por minha própria experiência da veracidade disso. Portanto, eu estava satisfeito com Deus. Me regozijava em Deus. E o resultado é que Ele realizou o desejo do meu coração".

George Müller acreditava que Deus faz o mesmo por qualquer um que O busque.

(Fonte: Family Matters)

Postado por Carlos Garcia

terça-feira, janeiro 30, 2007

A PROMESSA DA PAZ DE DEUS

"a paz de Deus, que excede todo conhecimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Filipenses 4:7
Leia:Filipenses 4:4-7
retirado do saite: http://www.lpc.org.br/cd2006/
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"Qualquer coisa que me ajude a chegar ao dia seguinte". De acordo com uma história, estas foram as palavras de Frank Sinatra após muitas noites longas sem dormir. O homem que parecia ter tudo, fama, fortuna e cantava "Eu fiz da minha maneira", não tinha uma das coisas mais importantes da vida. Ele não tinha paz.
Milhões de pessoas, tanto ricas como pobres, não têm a paz que Deus dá. Alguns buscam por toda parte e nunca a encontram. Outros tentam qualquer coisa imaginável — sem sucesso. Nenhuma quantidade de álcool ou calmantes podem nos ajudar a conseguir esta paz. Nem a fama ou o prazer a garantem. Só Jesus pode nos proporcionar esta paz.
Paulo nos diz onde e como encontrar a paz verdadeira. Precisamos conhecer o Senhor Jesus Cristo e ter um relacionamento pessoal com ele. Paulo diz, "Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus."
A paz verdadeira está ao alcance daqueles que aceitam a Cristo como salvador. Parece fácil demais, mas é assim mesmo. É algo fora da nossa compreensão humana.
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Pense:A paz de Cristo está disponível a todos. Ninguém deve passar um dia sequer sem ela.
Ore:Pai celestial, somos gratos pela paz que temos em nossos corações, em toda e qualquer circunstância. Queremos repartir esta paz onde formos, todos os dias desse novo ano. Em nome de Jesus. Amém.
Esta mensagem foi enviada por Rafael Garcia.

Ore:Pai celestial, somos gratos pela paz que temos em nossos corações, em toda e qualquer circunstância. Queremos repartir esta paz onde formos, todos os dias desse novo ano. Em nome de Jesus. Amém.Esta mensagem foi enviada por Rafael Garcia.

PORTAS ABERTAS

E-MAIL enviado por PORTAS ABERTAS

"Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda percepção."Filipenses 1.9


Olá, NERITOW!

Nesse fim de semana fiquei pensando qual seria o sentimento geral dos cristãos brasileiros em relação aos cristãos perseguidos. Dentre as várias respostas que poderiam ser dadas, creio que o principal sentimento por esses irmãos deve ser o amor. Podemos amar de uma maneira mais superficial, mas não é essa a proposta bíblica. Conforme o texto do apóstolo Paulo, transcrito acima, o ideal é que o amor seja aprofundado em conhecimento.

Foi isso que Noime Lumapas, da Portas Abertas Filipinas sentiu em relação à igreja de Bangladesh. Na entrevista que concedeu, ela contou como tinha uma percepção errada em relação aos irmãos bengaleses e como conhecê-los melhor lhe deu a chance de saber como ajudá-los da maneira mais adequada.

Ao nos aproximarmos de nossos irmãos, nos compadecemos de sua situação e queremos ajudar. O pastor Rohit Ranjan, da Índia, foi abençoado por cristãos que se identificaram com ele e o apoiaram por meio da campanha de cartas realizada pela Portas Abertas. Você pode ler aqui como essa demonstração de amor lhe fez bem.

Então, NERITOW, você já quer colocar isso em prática? Conhecer melhor a situação da Igreja e demonstrar seu amor por ela através de atitude? Então, veja aqui quais são os desafios que a Igreja da Nigéria enfrentará no começo deste ano, em que ocorrerão as eleições presidenciais. No final do artigo você encontrará pedidos de oração pelos cristãos nigerianos.

Quando conhecemos melhor, podemos amar efetivamente, demonstrando por atitudes o nosso sentimento. A Igreja Perseguida também é parte do Corpo de Cristo - o nosso Corpo. Conheça-a, ame-a e aja em favor dela!

Uma boa semana,
Daila Fanny Editora

PS: A revista Portas Abertas é um meio de trazer a Igreja Perseguida para mais perto de você. Assinar a revista será uma forma de você conhecer mais seus irmãos perseguidos. Clique aqui e faça sua assinatura.